Marabá, 04 de abril de 2020

Brasão Episcopal

Brasão EpiscopalExplicação do Brasão Episcopal

O TRIÂNGULO DE OURO: ele representa a Santíssima Trindade – Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo –, no qual a vida humana e a vida eclesial têm o seu significado profundo de sua existência. Tudo inicia no mistério do Deus Uno e Trino e tudo terminará nele. O Bispo é entendido no amor das Três Pessoas unidas.

A EUCARISTIA: ela está no centro do mistério do Uno e Trino e, nela, Cristo Jesus é a revelação do amor de Deus para todo o ser humano que dá a vida para todos. Ele é o pão descido dos céus, o pão que alimenta as pessoas para viverem o amor a Deus e ao próximo na família, na comunidade e na sociedade.
O PELICANO: ele simboliza o sacrifício de Cristo que doou tudo de si para o ser humano e também simboliza o amor do bom pastor que alimenta os seus filhos e as suas filhas com as virtudes da fé, da esperança e da caridade. Ele foi muito utilizado na Igreja primitiva para dar uma explicação do amor de Cristo para com todo o ser humano.

Seu Lema episcopal é: ‘‘Dar a vida’’.

Este tema significa o desejo de seguir o caminho de Jesus Cristo que deu a sua vida pelo ser humano. Ele não reservou nada para si mesmo. João fala que Jesus nos amou até o fim (cf. Jo 13, 1). O bispo vive a dimensão do pastoreio de seu povo em uma Diocese, Igreja Particular, a qual está em comunhão com o Colégio Episcopal, com o colégio dos doze, com o Romano Pontífice, com o Senhor Jesus para demonstrar a solicitude de todas as Igrejas. Por instituição divina, o bispo sucede o apóstolo de modo que quem o escuta, escuta Cristo e quem o despreza, despreza a Cristo e aquele que o enviou (cf. Lc. 10,16; LG, 20).

Dar a vida é uma expressão evangélica porque, como Cristo Jesus, o bom Pastor, que dá a sua vida pelas suas ovelhas, o bispo também fará o mesmo (cf. Jo, 11). Essa afirmação está ligada a uma outra do Senhor Jesus que diz que ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos(Jo 15,13). Jesus realizou de uma forma plena essa palavra de salvação. Ele foi o amigo dos simples, dos pobres e das mulheres e complementou toda a sua vida num amor maior, a cruz. Justamente naquele instrumento de condenação, no abismo mais profundo que possa existir na realidade, houve a maior manifestação do amor de Deus em Jesus Cristo.