Marabá, 25 de junho de 2024

Análise sobre as bem-aventuranças

Gostaria de partilhar com vocês um ponto de uma das palestras de Dom Tolentino, que pregou o retiro na Assembleia dos Bispos em Aparecida. Foram boas as considerações. Ele fez uma análise sobre as bem-aventuranças em Mateus, cap. 5. Podemos afirmar a figura de Jesus como o novo proclamador da Lei que supera Moisés, dando-nos a lei nova, da justiça e do amor pelo Reino de Deus. É o novo Mestre, que está na montanha, que supera Moisés. As bem-aventuranças são indicadores, mais que uma lei, um verdadeiro chamamento existencial, eclesial. Iluminam o caminho e aponta-nos o horizonte escatológico para onde convergiremos no futuro. Devemos vivê-las em nossas vidas. É o mais belo autorretrato de Jesus. É o rosto de Jesus. Conforme as bem-aventuranças, que o vimos, é exatamente assim o Senhor, faminto de justiça, pobre em espírito, homem puro de coração, trabalhador da paz, transparente, autêntico, testemunha do amor do Pai, do Espírito Santo, perseguido por causa da justiça, caluniado, por causa do Reino dos Céus. Derrubou muros de inimizade entre as pessoas. Vimo-lo compassivo, sempre indo ao encontro dos doentes, dos pobres, dos necessitados, dos homens e das mulheres. Vimo-lo caminhar sozinho, ou com os 12. Ela não apaga a chama que ainda fumega. O Espírito Santo estava nele. Vimo-lo chorar sobre Jerusalém por não tê-lo acolhido; perseguido, maltratado, crucificado, mas ressuscitou dos mortos e é o eterno vivente no meio de nós. As bem-aventuranças representam a sua vida toda. Concretizam a palavra de São João: o que as nossas mãos tocaram o que vimos é o Filho de Deus. As bem-aventuranças são o autorretrato de Jesus. Jesus revela a sua identidade buscando entrar em nosso coração. As bem-aventuranças são uma referência do nosso próprio rosto que devemos cultivar para vivê-las no mundo de hoje. Quando nos tornamos semelhantes a Deus, ao seu Filho, vemos tal como Ele é, para que assim busquemos uma nova criação que é preciso fazer, no mundo de hoje. Ele nos dá a ver, referindo aos pobres, correndo para alcançar os distantes. O método de Jesus é amar primeiro a todos nós para que amemos os outros, sobretudo os necessitados. Vivamos as bem-aventuranças para nos tornar semelhantes a Jesus Cristo e a sua Igreja.
Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá.

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