Marabá, 16 de junho de 2024

Jesus Cristo é videira verdadeira e o Pai é o agricultor.

13 de maio de 2020   .    Notícias da Diocese

Neste tempo de pandemia, de isolamento social, somos convidados a refletir o evangelho de Jesus escrito por João (Jo 15,1-8). A Palavra de Jesus está no sentido de que quem permanece nele e Ele na pessoa, faz muito fruto, produzirá coisas boas nesta vida e haverá a glorificação de Deus. Jesus é a videira verdadeira e o Pai é o Agricultor. A imagem é do mundo do campo, mas ela é bem apropriada à relação nossa, com o Senhor Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. Sem Ele, nós não produziremos frutos, mas com Ele, faremos maravilhas, porque Jesus Cristo é o eterno vivente, o Ressuscitado, que junto com o Pai e o Espírito, formam a Trindade santa, na qual somos chamados a viver em comunhão neste mundo e um dia na eternidade.

Em relação a nós, Jesus é a verdadeira videira e nós somos os ramos. Já no AT a imagem da vinha indicava o povo eleito que muitas vezes produziu fruto azedo antes que fosse o vinho bom. Em Jesus há vinha é fiel. Ele tem presente a relação de vida divina que existe entre Cristo e aqueles que acreditam nele. Algumas expressões destacamos do evangelho: “o meu Pai, trazer fruto em mim; há um jogo articulado entre vinha; agricultor; vinha e os ramos”. Jesus é a vinha verdadeira e o Pai é o agricultor, aquele que colherá frutos desta planta. Eu sou: faz referência à revelação divina do Ex 3,14; Eu sou aquele que sou. Jesus é na pessoa de Filho à aliança nova e definitiva; O Pai é o proprietário; os discípulos são os ramos. No entanto a vinha é única, decorrendo desta forma o aspecto individual e comunitário que carregamos dentro de nós mesmos. Todo o ramo que não carrega fruto, será cortado e jogado fora; já aquele que carrega fruto, será podado para que carregue mais fruto para o mundo, à Igreja e à glória do Pai. O fruto deverá ser maior e melhor; Ele espera algo bom de sua vinha. Jesus espera algo bom de cada um de nós, de mim e de todos. Carregar o fruto faz parte da manifestação do trabalho do Pai e a realização do discipulado de Jesus, o Filho de Deus; quem permanece em Cristo, carrega fruto; quem não permanece nele, não carrega fruto.

Fica claro que a unidade em Cristo possibilitará a vida; caso contrário será a destruição própria, o ramo seca e será queimado. Devemos ser ramos unidos a Cristo, para assim ser podados e carregar mais frutos ainda; caso contrário, o ramo que não produzir frutos será cortado, lançado fora, porque não estava unido a Cristo Jesus. Os discípulos já estão na pureza, não pelas purificações antigas ineficazes, mas graças à aceitação da Palavra de Jesus anunciada a eles, que é Ele mesmo. A salvação vem personalizada em Jesus e moralizada na experiência de uma vida plena, individual e comunitária. Esta narrativa resulta ao centro Jesus, o Filho e a vinha; os discípulos como os ramos unidos à vinha, encontram a fonte da vida, o Pai, o agricultor. Em tudo isto está a glorificação do Pai e o discipulado, o seguimento de cada um de nós.

            Como discípulos e discípulas, missionários, missionárias, portanto ramos devemos ser cortados para dar mais frutos; precisamos morrer para muitas coisas para que a seiva de Cristo seja o motor de nossa vida e assim produzir frutos para o bem na família, na comunidade, no mundo, pela paz, pelo amor, e à glória de Deus Uno e Trino.

Por Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá – PA

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